Um levantamento realizado pelo Sebrae indica uma mudança no perfil dos pequenos negócios no Brasil, com a redução do número de empreendedores que iniciam suas atividades por necessidade. O segmento de Microempreendedores Individuais (MEI) apresentou a queda mais expressiva, recuando 11 pontos percentuais em dois anos, passando de 56% em 2024 para 45% no levantamento atual.
A tendência de queda também foi observada nas microempresas (ME), que reduziram de 26% para 24%, e nas empresas de pequeno porte (EPP), que passaram de 26% para 23% no mesmo período. O estudo ouviu mais de 14 mil entrevistados em todas as regiões do país.
Para o presidente do Sebrae, Décio Lima, a redução do empreendedorismo por necessidade é um indicador econômico relevante. Segundo ele, o dado sugere que mais pessoas estão empreendendo para transformar talentos em negócios e buscar melhor qualidade de vida, reforçando a importância de políticas públicas de incentivo ao setor.
Dependência de renda
A pesquisa detalha a dependência financeira dos empresários em relação aos seus negócios:
- Entre os MEI, 71% afirmam não possuir outra fonte de renda, uma redução de cinco pontos percentuais em relação ao levantamento anterior.
- Nas microempresas, 68% dos proprietários dependem exclusivamente da atividade da empresa.
- Nas empresas de pequeno porte, o índice de dependência é de 67%.
O emprego formal aparece como a principal fonte de renda complementar para os MEI, sendo citado por 12% dos entrevistados, um crescimento de cinco pontos percentuais na comparação com os dados de 2024.