Produtor da comunidade Paiter Suruí alcançou 91,11 pontos com café Robusta Amazônico e destacou a dedicação da família, desde o plantio até a preparação da bebida.
O cafeicultor indígena Manasses Oykoeter Suruí, da comunidade Paiter Suruí, conquistou o primeiro lugar na 8ª edição do Concurso Tribos, realizada nesta quarta-feira (14), em Cacoal, Rondônia. Com uma avaliação de 91,11 pontos, o produtor garantiu o título de campeão e recebeu uma premiação de R$ 25 mil.
A pontuação alcançada ficou acima dos 80 pontos utilizados como referência para a classificação de cafés especiais, demonstrando a qualidade do Robusta Amazônico produzido nas comunidades indígenas de Rondônia.
Promovido pela Rituais Cafés Especiais, do Grupo 3corações, o concurso reconhece os melhores cafés produzidos por agricultores indígenas e incentiva a valorização da cafeicultura sustentável na Amazônia.
Vitória representa reconhecimento do trabalho familiar
Após receber a premiação, Manasses destacou a importância da conquista para sua família e lembrou que o resultado é fruto de um trabalho desenvolvido em todas as etapas da produção.
“É uma grande alegria para mim e para minha família, porque é o resultado de um trabalho que a gente vem fazendo desde o plantio até a colheita e até na xícara”, declarou o campeão.
O produtor ressaltou que o reconhecimento aumenta a motivação para continuar investindo na qualidade do café.
Segundo ele, a premiação demonstra que o esforço realizado nas lavouras está produzindo resultados positivos e abrindo novas perspectivas para a atividade.
Robusta Amazônico ganha espaço na produção indígena
Manasses também comentou a experiência da família com a cafeicultura. Segundo o produtor, o trabalho começou com cafeeiros que já existiam no território indígena, passando posteriormente por experiências com o cultivo de Robusta Amazônico.
“Está dando um bom resultado para nós, e a gente está muito feliz de estar trabalhando com o Robusta Amazônico”, afirmou.
A experiência relatada pelo campeão acompanha o avanço da produção de cafés especiais nas terras indígenas de Rondônia, onde o aprimoramento das técnicas de cultivo e pós-colheita tem contribuído para a valorização dos grãos.
Projeto Tribos incentiva qualidade e desenvolvimento sustentável
Durante sua declaração, Manasses reconheceu a contribuição do Projeto Tribos para o fortalecimento da atividade cafeeira nas comunidades.
“O Projeto Tribos vem nos motivando bastante a trabalhar na cafeicultura”, destacou.
O produtor também ressaltou que a conquista não encerra o processo de aprendizado e que pretende continuar aperfeiçoando seus conhecimentos sobre a produção de cafés especiais.
O Projeto Tribos tem como principais pilares o protagonismo indígena, a preservação da floresta e a produção de café de alta qualidade.
A oitava edição do concurso reuniu produtores indígenas, lideranças, especialistas e representantes de instituições parceiras em Cacoal.
Com a conquista de Manasses Oykoeter Suruí, o evento reconhece mais uma vez o potencial da cafeicultura indígena de Rondônia e a importância do trabalho das famílias produtoras na valorização do Robusta Amazônico.
Pedro Lima destaca valorização econômica e preservação da floresta
Presente na cerimônia de premiação, o presidente do Grupo 3corações, Pedro Lima, destacou a importância da cafeicultura como instrumento de desenvolvimento econômico para as comunidades indígenas, associando geração de renda, qualidade da produção e conservação ambiental.
Durante seu pronunciamento, o empresário ressaltou o potencial dos cafés produzidos nas terras indígenas de Rondônia e a necessidade de fortalecer a atividade sem comprometer a identidade cultural dos povos originários.
O presidente também defendeu a criação de oportunidades econômicas para as famílias indígenas, ressaltando a importância de produzir cafés especiais com maior valor agregado e ampliar o reconhecimento desses produtos no mercado.
“Imagine o café da Amazônia, o café produzido aqui na Amazônia sem comprometer a floresta”, afirmou Pedro Lima.