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Homens costumam descobrir câncer de mama em estágio mais avançado

Redação

O câncer de mama também afeta o público masculino, sendo frequentemente diagnosticado em estágios mais avançados. O alerta é da Sociedade Brasileira de Radioterapia (SBRT), que destaca a necessidade de conscientização sobre a doença. Um levantamento baseado em dados dos Registros Hospitalares de Câncer (RHC) do Instituto Nacional de Câncer (Inca) identificou 2.126 casos em homens entre 2020 e 2023.

Estimativas do Inca projetam 781 mil novos casos de câncer por ano no Brasil até 2028, sendo que cerca de 10% desse total corresponde ao câncer de mama. Embora a incidência entre homens seja baixa, representando 1,3% dos registros analisados, a letalidade em estágios avançados é uma preocupação médica.

Metástase e diagnóstico

O estadiamento da doença, que varia de 0 a IV, revela que 62,29% dos casos masculinos e 61,57% dos femininos são detectados em estágios avançados (III e IV). A diferença é mais notável no estágio IV, que apresenta metástase, atingindo 29,95% dos homens e 26,42% das mulheres. Especialistas apontam que o desconhecimento sobre a possibilidade de homens desenvolverem a doença contribui para a demora na procura por atendimento médico.

Sintomas como caroços, alterações no mamilo ou secreções devem ser investigados prontamente. Fatores como mutações genéticas, obesidade e histórico familiar elevam o risco, embora a menor quantidade de tecido mamário e a menor exposição ao estrogênio expliquem a baixa incidência no público masculino.

Tratamento e sobrevida

A cirurgia é o principal tratamento para casos localizados, podendo ser complementada por quimioterapia, radioterapia e terapia hormonal. A sobrevida relativa em cinco anos para homens supera 80%, podendo ultrapassar 95% quando o tumor é identificado precocemente.

Saúde da mulher

Um levantamento da Sociedade Brasileira de Cirurgia Oncológica (SBCO) analisou quase 118 mil mulheres diagnosticadas entre 2020 e 2023. Entre pacientes com até 39 anos, a maioria recebeu o diagnóstico em estágios mais avançados. Sociedades médicas reforçam a recomendação de mamografia anual a partir dos 40 anos para mulheres, ressaltando que alterações persistentes devem ser investigadas em qualquer idade.

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